Livro: Niebla (Miguel de Unamuno)

Sinopse: Névoa fala da essência do ser humano, do homem em si, acima de qualquer classificação, pobre ou rico, plebeu ou nobre, proleltário ou burguês. Narra a eterna luta da criatura com seu criador, o esforço trágico do homem para não sucumbir ante o poder divino. (...) Ao misturar ficção e realidade, Unamuno expressa a convicção de que, numa criação, a realidade é algo íntimo e dependente da vontade

Minha primeira resenha para o blog da Dani é de um livro que acabei de ler, mas achei muito muito legal, espero que vocês curtam.

O livro é curtinho, mas ele começa com um prólogo até que longo. Se você é daquelas pessoas que não leem o prólogo, dessa vez deveria fazer. Ele é bem importante, escrito por um personagem do livro mesmo. Eu nem imaginei que era isso até que encontrei o Victor Goti na história.

O livro esta escrito de um jeito meio diferente ao que estou acostumado, nem curti muito o estilo, mas não foi problema nenhum. A carga filosófica (existencialismo) do livro é bem forte, é bem profundo e intenso, e pra pessoas que curtem isso o livro vai ser demais. Os monólogos que o Augusto tem com o cachorro Orfeo no final de vários capítulos, muito bons.

Acho os leitores desse blog podem não conhecer a próxima referencia (espero que sim), mas o protagonista, o Augusto, é meio parecido com o Werther do Goethe. Eles são muito intensos com os sentimentos e os dois poderiam amar todas as mulheres do mundo ao mesmo tempo. A diferença entre eles é que o Augusto se questiona enquanto o Werther, não muito.

A historia do livro é boa, conta os meses mais intensos da vida do Augusto (quer dizer, os últimos), mas eu não vou contar spoilers aqui. O final é conhecido desde o principio, ninguém vai ficar surpreso com isso hehe. Porém, eu fiquei cativado na historia como tal, exceto em alguns momentos que o Augusto divaga.
"Los más de los suicidas son homicidas frustrados; se matan a sí mismos por falta de valor para matar a otros."

"Pueblo que se recrea en las corridas de toro y halla variedad y amenidad en ese espectáculo sencillo, está juzgado en cuanto a mentalidad"
Essas foram as duas citações do livro que eu curti mais, a primeira porque eu detesto os covardes, e ninguém é mais covarde que um suicida. A segunda porque detesto as corridas de touros, e acho isso mesmo. Ah, eu li o livro em espanhol e não consegui as citações em português para colocar aqui hehe, mas dá pra entender né? =)

O final do livro foi ótimo (as duas cenas finais): A primeira, parecida com o filme “Stranger than Fiction” (que eu adoro), e a outra.. bom, nem falo da reflexão final que fez o cachorro Orfeo sobre a vida dos humanos e os cachorros, eu achei simplesmente genial.

O livro é um clássico da literatura hispanoamericana, mas acho que pessoal muito novo talvez não vá gostar muito, sei lá =).
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