Livro: Identidade Roubada - Editora Arqueiro

Sinopse: Sequestrada por um psicopata, Annie fica presa durante um ano inteiro em um chalé nas montanhas, onde vive um pesadelo que deixará marcas profundas. Construído de maneira extremamente original, Identidade Roubada é o relato visceral que Annie faz à sua terapeuta dos 365 dias em que ficou à mercê do homem a quem chamava de Maníaco. As memórias que vêm à luz ao longo de 26 sessões de análise são intercaladas com a história de sua vida desde que conseguiu escapar do chalé: a luta para superar seus medos e se reencontrar, a investigação policial para descobrir a identidade do sequestrador e a sensação perturbadora de que seu martírio ainda não acabou. Em sua estreia, Chevy Stevens cria uma heroína inesquecível que, depois de sobreviver a uma experiência devastadora, precisa descobrir a verdade para se libertar. Surpreendente e avassalador desde a primeira página, este thriller psicológico entrou na lista de mais vendidos do The New York Times e foi finalista dos conceituados prêmios Arthur Ellis e International Thriller of the Year.
Meu pensamento depois de um tempo foi 'pelo menos ela não era uma criança', pois eu lembrei da história contada em 'Menina Morta-Viva'.. Mas que coisa imbecil para se pensar.. Sinceramente não existe nenhum cenário que essa vivência seja menos pior. Os relatos são tão vívidos, apesar de um certo humor 'negro' da narradora....e totalmente compreensível. As alternâncias mostrando atualmente e suas lembranças, junto a eles seu ponto de vista, os diálogos... muito interessante. Fiquei curiosa em saber/ver mais sobre a terapeuta (mas realmente isso não é importante)... e no decorrer do que ela conta ficamos apreensivos para saber como Annie consegue se libertar do cara.
"(...) ninguém é uma causa perdida, mas acho isso balela. Tenho certeza de que tem gente que fica tão esmagada, quebrada, que nunca deixará de ser um fragmento humano."
Impossível você não tentar se colocar no lugar dela (apesar da sensação horrível e de realmente só querer que isso fique na ficção para você e todos que conhece até seus inimigos), e se dar conta.. que suas atitudes e reações seriam bem parecidas com as de Annie. Acompanhamos a sequência dos fatos do passado e do presente... e até antes de ser pega pelo Maníaco... e por fim vemos que nada foi por acaso. Resta saber se você conseguirá unir os fragmentos e adivinhar o que está por vir. E tenho certeza que não. 
"E hoje sou vista como heróina. Heróis entram em prédios em chamas para salvar crianças. Heróis morrem pela causa. Eu não sou heroína... sou covarde."
É de um realismo incrível....para mim nada ficou a desejar.. desde o comportamento do maníaco, da Annie, de sua família, da polícia  e da imprensa. Ninguém quer imaginar que isso pode acontecer com você ou alguém próximo... e quando temos isso noticiado tratamos mais como um evento de certa forma aleatório (eu esqueci a palavra que eu precisava usar aqui rs).. imagina como não deve ser perturbador ter que reviver a pior época da sua vida a todo momento...e se você não o fizer irão fazer por você com as especulações e ainda ganhando em cima de sua desgraça. 
"Anos atrás, eu me lembro de ter assistido ao filme Titanic. Na saída, gente empanturrada de pipoca comentava os efeitos especiais maravilhosos, o realismo, principalmente dos corpos boiando no mar. E eu? Fui direto para o banheiro vomitar, proque as pessoas tinham de fato morrido daquele jeito, centenas e centenas de pessoas, e não estava certo ficar sentada dentro de um cinema chupando bala, lambendo manteiga dos dedos e admirando o realismo daquelas mortes na água gelada. Eu é que não quero ver gente se entupíndo de balas, comentando o sucesso da minha vida na forma de entretenimento."
É um novo pesadelo em cima do pesadelo. E mesmo quando não existe a tragédia... temos a falta de respeito das pessoas....pois não importa qual é o seu problema.... a questão é essa.. é o SEU problema..nenhum é maior ou menor..infelizmente o povo só se importa com o próprio umbigo.. e quando você realmente precisa desabafar precisa ouvir que 'está fazendo drama...'. Ninguém está na sua cabeça...não sabe o que está pressionando...principalmente os que dizem que gostam de você e que te amam.. deveriam ser pacientes e ouvir a droga de seus lamentos calados....afinal para que gastar tanto em terapeutas, né? Mas ai é que está o problema.... ninguém gosta de ouvir só gosta de falar..
"Você é sempre assim, Annie...(...) de algum jeito, você transforma tudo numa das suas agressões. Sinceramente, às vezes acho que você procura meios de se sentir infeliz."
Para onde leva tamanho sentimento de inferioridade... a sensação de impotência mediante o estado e lugar em que você se encontra...
"Para matar alguém como ele seriam necessárias uma bala de prata, uma cruz e uma estaca fincada no coração."
Eu realmente achei que o ponto alto seria sua libertação do Maníaco...mas os acontecimentos posteriores estavam lá para me deixar em choque. As revelações são para deixar você feliz pela vida que você tem.. não importa a droga que ela seja hoje...eu chorei muito no decorrer do livro, mas foi muito pior no final.... você não saber o que vai te atingir.... a autora desenvolve tudo brilhantemente.. ou eu que fui muito ingênua? Não existe justificativa no mundo para algo assim...é bem escrita, pesada, intensa e surpreendente. Impossível imaginar que já no inferno teria algo pior para te ferir.. Annie sentiu isso na pele, mas para mim ela é uma pessoa superior (mesmo sendo tão humana), pois de certa forma ela conseguiu passar por isso. Mesmo sendo ficção foi totalmente admirável.
Arte do livro / Capa e interior ★★★★
Tempo de leitura / Narrativa
Objetivo / Impacto 

Dani Fuller é administradora do blog e está sempre buscando algum diferencial para seus leitores. Sempre que possível ela posta resenhas de livros, dá dicas de séries, inventa promoções etc. Possui 28 anos, carioca, viciada em seriados, livros, filmes e compras. Adora voley e internet. Acompanhe seu blog pessoal e siga seu twitter @DaniFuller2. Leia também todos os seus posts já publicados.

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