Livro: Para Sempre Ana

Sinopse: Na mística Três Luzes, o leitor percorre inicialmente três momentos afastados no tempo, onde três homens, de três gerações da família Rigotti, experimentam situações-limite pela influência de uma mesma mulher: Ana. A partir daí, a narrativa o leva a uma instigante viagem, nem sempre linear, entre meados do século XX e o início do XXI, na qual os dramas, o passado, o verdadeiro caráter e os segredos de cada personagem são pouco a pouco desnudados. A trama é conduzida pela busca de Ana e pela busca por Ana, forasteira misteriosa que abala os triluzianos e cuja trajetória se funde à dos demais em uma história carregada de luzes e sombras. A busca de Ana arrebata as emoções; a busca por Ana arrebata os sentidos. E ambas surpreendem. Sempre que tudo parece esclarecido, detalhes antes considerados sem importância provocam uma reviravolta geral na história. Até o último capítulo. Descubra se os mais atordoantes segredos de Três Luzes estão mesmo nos céus ou no fundo da alma de seus moradores.
Autor: Sergio Carmach || Skoob || Comprar 
336 páginas || Leia 2 capítulos
No começo de “Para Sempre Ana”, o leitor pode desconfiar do rumo que a história terá. Pode até mesmo ficar confuso com os personagens e suas ambiguidades. Se, antes da leitura, o foco era algum outro gênero literário, a primeira impressão acabará não sendo das melhores. Ou, simplesmente, seu início deixará mesmo a desejar. Em dado momento, a narrativa faz um tipo de jogo, fazendo crer que algo sobre extraterrestres ou religião poderia estar relacionado com a trama. Porém, o aspecto espiritual é muito individual. Cada pessoa fica livre para interpretar as questões apresentadas do jeito que preferir, embora o autor insista em tentar explicar tudo o que cada personagem pensa, e o porquê de pensarem assim, causando um desconforto nos que não veem necessidade desse tipo de imposição.

Após um início incerto - mostrando como funcionavam nas cidades pequenas as relações humanas, com pessoas muito fofoqueiras sabendo tudo sobre todos (ou tentando de alguma forma) e como isso acabava por controlar o comportamento de alguns, sobretudo daqueles possuidores de uma posição mais elevada na sociedade - há uma mudança de foco. E a história passa a ser explicada pelo ponto de vista de Ana. A partir desses capítulos, inicia-se uma reviravolta na trama, o que ganha definitivamente o leitor. Depois das idas e vindas pelas épocas, pode-se conectar as pontas propositalmente soltas. Um artifício muito inteligente quando bem empregado.

Em relação aos protagonistas, Carlos e Ana, não é permitida uma identificação maior. Eles possuem personalidades difíceis, e talvez até exageradas, contrastando com Cláudia e Caio, que prendem o leitor de imediato. Jorge, entretanto, incomoda. Seria mais aceitável uma maior participação dele ao longo dos acontecimentos. Quanto aos demais, só é possível sentir indiferença ou odiá-los, e com todas as razões identificadas no livro.

Na história, é mostrado como as pessoas nunca são o que parecem ser. E que, às vezes, confiar totalmente em alguém pode ser errado, mesmo essa pessoa sendo o pai ou a mãe. Destaque-se o trecho seguinte, que exemplifica exatamente essa questão: “(...) divaga acerca da natureza perversa do ser humano, de como criaturas egoístas sempre destroem a felicidade alheia – e, por vezes, até a delas próprias – ao buscar a satisfação de suas paixões." A resolução no desfecho é impressionante. Nela, está concentrada a maior carga espiritual do livro. Causará opiniões controversas, as quais, por fim, estarão todas certas e também erradas. Dessa vez não serão dadas as explicações necessárias para o entendimento geral, ficando cada um responsável pelo que pensar e acreditar.

Recomenda-se a leitura. Mesmo que o livro não vire o primeiro da lista, definitivamente deve estar nela. A construção da história manteve seu propósito e conseguirá prender sua atenção até o fim. E com certeza não será em vão, pois muito do que for lido continuará em você, como uma boa reflexão sobre as pessoas, sobre o mundo e sobre a vida.
 Arte do livro / Capa e interior
Tempo de leitura / Narrativa
Objetivo / Impacto 

Conheça um pouco sobre o autor de Para Sempre Ana
Carioca, nascido em 1968, casado pela segunda vez e pai de três filhos, Sergio Carmach escreve histórias desde a infância. Aos dez anos, embalado por um concurso literário, elaborou sua primeira narrativa longa, um conto de ficção científica chamado A Guerra Interplanetária. Aos dezesseis, começou a criar o primeiro romance, Judith e Joseph, o qual abandonou ao ingressar na Faculdade de Artes da PUC e, posteriormente, no CPOR (Centro de Preparação de Oficiais da Reserva). No Exército, promovido a tenente temporário, participou da criação de softwares educacionais e iniciou seu trabalho como videomaker. Após elaborar as primeiras versões de Para Sempre Ana e de mais dois outros romances (A Pintora e Os Demônios de Amostheus), teve um texto sobre a obra de José Saramago publicado por duas universidades: UFSC e UNESA. Nesta última, cursou Direito, tornando-se, por fim, advogado.
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